Open Space Estruturando uma Atitude de Anfitrião
Métodos e modelos são bons suportes para que você possa focar no que realmente importa – bons métodos e modelos podem estruturar atitudes que ajudam o anfitrião e os participantes. Estrutura é um constante convite ao comportamento, então é bom manter um olho nela para ver como ela está a nosso serviço.
Foi interessante ler que uma das mudanças de atitude em relação ao novo Padre veio do seu convite constante (e portanto da constante fé) na sabedoria e no poder das pessoas em relacionamento com ele e com o propósito maior.
As pessoas começaram a caminhar do “O que você quer que façamos?” para “Isso precisa de atenção“.
se for trabalho de Deus, vai prosperar. Se não, vamos acabar descobrindo. Então vá em frente.
Ele definiu suas escolhas como sendo ‘consistentes com o modelo do Open Space’ e ‘no espírito de auto-organização‘. Eu colocaria no sentido inverso – o modelo do Open Space e a auto-organização são consistentes com essa atitude, parte do que faz o Open Space um ótimo ‘sistema operacional‘. De uma forma ou de outra, devemos aprender com ele.
Anfitrião 2.0: Nunca Estou Ocupado
Esse é um presente compartilhado pelo Padre Brian, sabedoria de quem foi mestre em ser anfitrião.
Qualquer padre que faz isso [dá suporte ao espaço da paróquia] sabe o quão importante é “estar por perto” no momento em que as pessoas se conectam. Um Padre em uma Paróquia descreveu isso como sendo o “Sacramento de ser visto”[...]
A vantangem de estar por perto é evitar a sensação ou percepção de “estar muito ocupado”. As pessoas frequentemente iniciam a conversa comigo com “Eu sei que você é muito ocupado, mas…” Para qual minha resposta é sempre “Nunca estou ocupado – como posso ajudar?”
Para poder estar a serviço, nunca deveríamos estar ocupados. Isso é a arte de anfitriar 2.0
Este texto é uma tradução livre de meu artigo original em inglês
What I’ve Learned from the New Parish Priest.
Picture from Lawrence OP
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5 Comentários
Realmente a pessoa se dispor a nunca estar ocupada, é quase um sacerdócio. Por isso gente com esse pensamento é importante para guiar os outros a pensar, ou pelo menos cogitar esse tipo de idéia, já que no dia a dia a gente fica meio “atarefado” ou, como diria meu pai, cheio de “atividades” e acabamos passando por cima de pessoas e detalhes interessantes para “acabar logo” e fazer aquilo que nos faz bem, ou diverte. Talvez fosse interessante tentar fazer com que atividades que nos parecem chatas se tornassem menos chatas através das percepções de outras pessoas…
jóia, adorei a versão 2.0 ;-)
uma excelente dica para prática, vamos lá!
obrigada, beijos
Heloisaq
Parabens, fico muito feliz com o seu sucesso. O artigo esta otimo.
A leitura deste texto nos tras um enriquecimento impar.
Saude, sucesso e PAZ
Jose Carlos Cuginotti
Que bom que vc sempre compartilha suas reflexões. Caiu p/ mim mais uma fichinha sobre a arte de anfitriar: requer conhecimento de métodos, mas sobretudo SABEDORIA para perceber que o método é suporte e estar a serviço sem estar ocupado (=estar inteiro na relação c/ o outro, não?). Agora o “fazer as coisas chatas sem se chatearem” é estar no caminho da iluminação, hein! apesar de que “chato” depende do julgamento de cada um, né?…abs!
Oi Emi,
Bom ouvir seus comentários. Fiquei pensando: os líderes se ocupam com conteúdo para que saia coisa boa, os facilitadores para que se chegue lá bem – mas no momento que precisamos de um espaço relacional, falta gente desocupada no pedaço.